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Secretaria de Saúde confirma dois novos casos de leishmaniose em Bataguassu

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Por: Bianca Lima/Assecom-Bataguassu

 

A Secretaria Municipal de Saúde confirmou este mês de outubro, dois novos casos de leishmaniose visceral humana no município.

De acordo com a secretária municipal de Saúde, Maria Angélica Benetasso, que esteve nesta sexta-feira, dia 27, concedendo entrevista à rádio Portal 98,9 FM, um idoso e uma criança de dois anos seguem internados em tratamento em Três Lagoas e Campo Grandes respectivamente devido a doença.

Maria Angélica comenta que em fevereiro deste ano, um idoso de 79 anos foi o primeiro caso diagnosticado de leishmaniose visceral humana desde o início da atual administração, o que alertou as autoridades de saúde para averiguação de focos do mosquito no município. “Na época, iniciamos um trabalho preventivo para combater a doença transmitida por um vetor da subfamília Phlebotominae conhecido popularmente como mosquito palha. Realizamos o monitoramento da população canina, com a realização de testes rápidos caninos e testes de sangue (sorologia), com objetivo de identificar animais doentes”, comenta.

A secretária observa que ações visando a limpeza de locais propensos a proliferação do mosquito, que se reproduzem em áreas de criadouros de animais e em meio à materiais orgânicos, como restos de comida ou fezes também foram realizadas, além do levantamento canino e instalação de armadilhas para averiguação dos focos dos mosquitos.

Maria Angélica lembra que como medida preventiva, o município também realizou a alteração no Código de Postura do Município (Lei nº 700, de 30 de dezembro de 1991 – Lei nº 204/2017, de 10 de março de 2017), em que proíbe a criação ou engorda de suínos, equídeos, bovinos, bubalinos, caprinos, ovinos, aves domésticas, galináceos e animais silvestres no perímetro urbano, com a justificativa de que os locais são ambientes favoráveis para reprodução do mosquito palha.

Quanto aos cães que podem ser reservatórios do protozoário e fonte de infecção para os vetores, a chefe da pasta observa que em 60% dos animais, a doença é assintomática, o que dificulta ainda mais descobrir se o animal está infectado. Os outros 40%, segundo ela, apresentam sintomas como apatia, lesões de pele, queda de pelos inicialmente ao redor dos olhos e nas orelhas; emagrecimento, lacrimejamento (conjuntivite) e crescimento anormal das unhas.

“Nesses casos, o setor de Vigilância em Saúde deve ser contatado para que possamos realizar o atendimento com o teste rápido e caso haja a confirmação, o morador é orientado a encaminhar esse animal para a eutanásia. Nós sabemos que é triste ter que sacrificar um animal, que muitas vezes é de estimação, mas precisamos pensar no bem estar da nossa comunidade, deixando o município livre de uma infestação da doença”, salienta.

Durante todo o trabalho preventivo ocorrido este ano, um total de 167 cachorros foram eutanasiados devido a leishmaniose, com o apoio do Centro de Controle de Zoonoses de Três Lagoas.

ORIENTAÇÕES

Entre as orientações para a prevenção da doença, Maria Angélica alerta o importante papel do cidadão na quebra do ciclo do mosquito transmissor da leishmaniose, realizando o descarte correto de materiais orgânicos. “O mosquito se reproduz e se alimenta a partir de material orgânico em decomposição, como restos de folhas, frutas podres, galhos, fezes de animais ou em locais como galinheiros, chiqueiros. Os insetos são mais encontrados em locais úmidos, escuros e com muitas plantas, portanto, é necessário que a população colabore eliminando rotineiramente essas condições de reprodução em quintais o mais rápido possível”, explica ela.

Outra solicitação é que seja providenciada a poda de árvores regularmente, ocasionando a radiação solar e a secagem mais rápida do solo. A secretária acrescenta ainda que os animais devem ser castrados para o controle da espécie e evitar a expansão da doença para demais cachorros saudáveis.

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