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Vamos batalhar dia e noite pelo voto no Congresso, diz Temer sobre Previdência

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Na mesma semana em que a Previdência Social brasileira completou 95 anos, o governo Federal divulgou dados nada animadores do setor em 2017. Segundo a Secretaria da Previdência do Ministério da Fazenda, o déficit ultrapassou R$ 268 bilhões.
Dentro desse contexto, o presidente Michel Temer falou sobre o assunto em Davos, na Suíça, durante o Fórum Econômico Mundial. Na ocasião, Temer afirmou que o governo está empenhado e que a população começa a entender a necessidade de se reformar a Previdência.

“Nosso próximo passo é consertar a Previdência Social. E, cada vez mais, o povo brasileiro percebe que o sistema atual é injusto e insustentável. Portanto, nós vamos batalhar dia e noite pelo voto no Congresso Nacional, para aprovar a proposta que ali está.”

A votação do texto que pretende mudar as regras para aposentadoria está prevista para fevereiro deste ano. Até lá, o governo tenta conseguir os votos necessários para a aprovação da matéria. O ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Moreira Franco, se dirigiu diretamente aos parlamentares e falou em tom de convocação.

“A Previdência vive a sua mais grave crise. Os deputados Federais precisam apoiar os aposentados, apoiar os pensionistas aprovando agora a reforma da Previdência, para que as aposentadorias, para que os salários dos servidores e a capacidade do Estado de investir possa existir.”

Uma das mudanças sugeridas no texto é a equiparação dos regimes previdenciários dos servidores públicos aos do INSS. Além disso, a ideia é estabelecer uma idade mínima para conseguir o benefício. No caso, as mulheres se aposentariam com 62 anos de idade e os homens com 65.

Na avaliação do coordenador de Previdência do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA), Rogério Nagamine, a manutenção desses dois pontos é indispensável para a Previdência não falir de vez.

“A proposta que foi encaminhada pelo governo seria a ideal. Mas entendo que, pelo menos nessa negociação política, existem alguns pontos fundamentais que precisam ser preservados, que é a questão da idade mínima e de combater privilégios pela convergência dos regimes de Previdência dos servidores públicos para as mesmas regras e mesmo teto de benefícios do INSS.”

A proposta inicial do governo pretendia incluir na reforma as aposentadorias rurais e o Benefício da Prestação Continuada (BPC). Porém, como se tratavam de temas polêmicos, as regras para adquirir esses benefícios permaneceram como estavam.

 

Por: Agência do Rádio

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